Todos temos um lugar, uma personalidade e um viver no caminho para a morte.
Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

 

    

     Os Portugueses vão de novo este ano ser chamados a eleições:  para as Europeias, isto é, para o Parlamento Europeu;  para as Legislativas, ou seja, para a Assembleia da República (que indirectamente também servem para formar Governo, pelo partido mais votado); e para as Autárquicas, isto é, para o Poder Local.

     A campanha para  as Europeias já começou, já por aí anda, como de costume a gastar-se fortunas, milhões e milhões, a fazer-se promessas e mais promessas que depois não se cumprem ou quando muito só se cumprem minimamente, sendo claro que quem falta mais à verdade, ou totalmente à verdade, são os partidos que são sempre mais elegíveis, os dois maiores. É claro que para as Europeias, as da decorrente campanha eleitoral, o problema das promessas não impressiona nem afecta muito os Portugueses em geral, ou uma grande parte deles, porque são eleições que, ao longo do tempo em que já existem, nunca lhes disseram grande coisa, como se comprova através da sempre elevada taxa de abstenção.

     Quando vierem as Legislativas, aí, sim, já os Portugueses em geral se impressionarão muito mais com as muitíssimo mais elevadas verbas gastas em campanha eleitoral e com as também mais numerosas e mais vastas promessas que, como é usual, não irão ser cumpridas, totalmente ou parcialmente, por quem vencer essas eleições. Quase sempre tem sido assim, em maior ou menor escala, o que tem feito perder ao povo em geral o elevado conceito do voto, dito em democracia, ou até a vontade de ir votar, por se achar, ainda que se queira ter alguma esperança, que vai ser sempre o mesmo tipo de governação, já que os dois partidos que se revezam no Poder apresentam ou têm políticas muito idênticas, embora o que calha a ficar na Oposição se queira fazer e argumente ser diferente, para melhor, claro. É que, actualmente, são dois partidos que, embora se digam e tivessem sido de tendências políticas razoavelmente diferentes, acabaram por ficar praticamente iguais ou semelhantes.

     Quanto às Autárquicas, que são eleições especificamente para o Poder Local, têm a esse nível a sua grande importância e são encaradas sobretudo com a finalidade de desenvolvimento local para o bem das respectivas populações. É claro que também têm a sua quota-parte de promessas que não serão cumpridas.

     Sem dúvida que as Legislativas são em geral consideradas as mais importantes, por servirem para legislar a nível nacional e para formar Governo para o País, e é nestas eleições que o povo em geral deposita ainda ou desejaria depositar razoável esperança para a melhoria das suas vidas, esperança essa que tem vindo, ao longo dos trinta e cinco anos de democracia (de voto), sobretudo mais recentemente, a baixar, a esmorecer, por serem tantas as desilusões sofridas, mormente pelos mais necessitados, e juntamente com a perda de esperança se foi perdendo  algum ou muito apreço ao voto democrático, às instituições democráticas e aos políticos em geral ...

 

 

 

                                                        Democracia

 

 

25 de Abril. Ávidos vivas à democracia.

O povo ia ser livre de todo finalmente,

graças à coragem e ao esforço superingente

dum punhado de militares, da noite para o dia.

 

Não mais as mordaças e o exílio haveria,

não mais a fome, a injustiça, a inculta mente,

era a educação, paz, pão, casa, a toda a gente,

em livres eleições o voto se outorgaria.

 

Hoje, trinta e cinco anos de frias desilusões,

ao livre voto se foi perdendo respeito,

se perdeu apreço e fé nas instituições,

 

se nutre por políticos enorme despeito

— está corrupta a democracia e com restrições,

qual ansiado mas muito enganoso conceito.

 

 

 

 

(Poema meu.)

 

 

 

 

 

 

                                                                                                            Mírtilo

 

 

 

 

 

 

publicado por Mírtilo MR às 16:03

Amigo Mírtilo! Apesar de, como seria natural, ter as minhas próprias convicções e opiniões, geralmente - faço disto uma regra - recuso-me a falar de três temas de conversa (política, futebol e religião). No entanto, ao ler este seu texto de hoje e considerando-o uma pessoa esclarecida e pensadora dos temas que aborda, gostaria de lhe deixar algo à consideração. Hoje, enquanto jantava e ao contrário do que costumo fazer, assisti à abertura do jornal da noite da SIC e como seria de esperar o tema era o ínicio oficial da campanha eleitoral para as europeias. Entre garfadas fui escutando os resumos dos discursos dos cabeças de lista de cada um dos cinco partidos com assento no nosso parlamento. E foram esses discursos que me levam a fazer, com a sua permissão, um pequeno reparo no seu texto introdutório. O amigo Mírtilo diz que passamos uma época em que se ouve muita promessa que acaba por não ser cumprida, até certo ponto teria razão porque já estamos todos escaldados por eleições anteriores, contudo, o que ouvi nos discursos dos politicos que nos representarão não foram promessas de melhorias nem promessas de ideias, ouvi, de todos sem excepção, enxovalhamento a outros candidatos. Para não me alongar mais digo-lhe que é muito triste que os politicos portugueses passem mais tempo de campanha ( pago por todos nós) a dizer mal uns dos outros do que a dizer-nos que propostas tem e que medidas pensam ser melhores para ultrapassarmos este periodo de crise que tanto nos afecta. Acho que isto é uma das razões que leva o povo português a preferir ficar em casa em dia de eleições.

Conceitos politicos diferentes
mas com discursos semelhantes
afastam das urnas as gentes
votam menos agora do que antes

Peço desculpa pelo meu extenso comentário mas o que assisti hoje na televisão sobrepôs-se ao seu texto de hoje e pensei deixar este facto à sua consideração. Um forte abraço.
manu a 25 de Maio de 2009 às 21:09

Amigo Manu:
Obrigado pela visita ao meu blogue e pelo comentário nele aposto.
Quanto ao facto que me põe de os candidatos às eleições, neste caso a que assistiu esta noite, se dedicarem sobretudo a dizer mal uns dos outros, concordo com isso, mas eu também não disse que eles não fariam isso, porque sei que, infelizmente, fazem, e quando falei em promessas que fazem e depois não cumprem ou cumprem pouco, não excluí, claro, que também, como é lógico neles, se agredissem verbalmente e, além disso, referia-me a promessas sobretudo nas Legislativas, que aí, sim, é que as promessas, a par das agressões verbais, eclodem quase sem freio, como afirmações de vendedores de banha-da-cobra.
Um abraço.

Mírtilo

Amigo Mírtilo! Lendo a sua resposta ao meu comentário anterior, permita-me fazer apenas um reparo, pois creio que fui mal interpretado ou não me exprimi correctamente. Peço que o amigo veja o meu comentário, não com um desacordo para com as suas palavras, mas sim um acrescentar de novos dados a uma opinião, que é a sua e que partilho na totalidade. Fazendo uma análise ao seu texto introdutório percebe-se perfeitamente que o amigo pretende única e simplesmente fazer algumas observações sobre a forma como todos nós portugueses temos encarado os actos eleitorais após a revolução de Abril. Apenas me permiti acrescentar ao seu texto mais uma explicação para os elevados índices de abstenção porque considero que, de há alguns anos a esta parte, não se têm votado ideias e programas políticos, bem pelo contrário, o povo português apenas tem votado em quem acha ser o melhor a achincalhar os candidatos concorrentes. Lamentavelmente, o que assistimos nos últimos actos eleitorais ( e estes que se aproximam não serão diferentes), mais não é do que um lavar de roupa suja por parte da classe politica. Esta conversa teria muito mais por onde prosseguir, mas como lhe disse no comentário anterior, evito falar de politica, futebol e religião. Mas creia o amigo que eu, sempre que achar necessário e adequado, não me inibirei de vir aqui ao seu blogue, com a sua permissão, deixar a minha opinião, e quem sabe gerar algum debate mais profundo e detalhado. Afinal de contas, é a falar que nos entendemos. Um grande abraço.
manu a 26 de Maio de 2009 às 16:35

Amigo Manu:
Afinal estamos de acordo, isto é, comungamos das mesmas ideias acerca das eleições em geral: costuma haver da parte dos candidatos promessas falsas e lavar de roupa suja de uns para os outros, embora eu tenha salientado as falsas promessas e sobretudo nas Legislativas.
Política, futebol e religião não são, realmente, assuntos muito agradáveis para falar, mas eu não me importo desde que o interlocutor (e não me refiro a si, claro) seja livre, isto é, não alienado ou de todo intransigente em relação a qualquer dos três temas.
Portanto, amigo Manu, quando tiver de vir ao meu blogue emitir opinião sobre algum destes três, digamos, melindrosos temas, pode fazê-lo livremente, à vontade, porque eu sou livre em qualquer deles, isto é, não me deixo prender fanaticamente, ou irracionalmente.
Um abraço.

Mírtilo
Mírtilo MR a 26 de Maio de 2009 às 22:46

Boa Noite, "senhor"


Eu gostaria de saber se gosto de Mírtilo. Não, senhor! Não é uma brincadeira e sim, uma pergunta que eu gostaria, ser possível, ver esclarecida. É que, eu acho que gosto de Mírtilio (se mirtilio é o que eu penso) um fruto acho que vermelho ou roxo. Silvestre, quanto baste e me agrade.

Quanto à questão Política, estou quase como o comentador manu. Mas, assim como assim, se o senhor me permitir, venho aqui de novo tentar dizer o quanto os "aprecio" aos políticos mentirosos. Peço desculpa mas é isto mesmo que eu penso deles quase todos.


Peço perdão pelo meu modo de aparecer assim como assim, neste espaço. Mas tropecei, assim. Gostei e volto amanhã para ver se posso aqui conversar com o senhor.

Além de gostar dos mirtilos. Gostei muito deste suave e elegante lago. Talvez até aqui coloque um pequeno pensamento que me surgiu, quando vi Mértola pela primeira vez, que foi hoje pela manha (creio).


Também gosto de poesia.



Dona......


nota - li todos os cantos de Mértola. Só fiquei um bocadinho triste porque (desculpe-me, por favor) fala muito de política e pouco de amor. Pode perdoar a ousadia desta criatura desconhecida e atrevida?! Acredite que só estou a escrever livremente, esperando, que me aceite no seu blog.

Gostava de poder ficar por algum tempo. Se o senhor não se importar de conversar com uma desconhecida sobre as questões que aqui apresenta, cá estarei amanhã. Garanto que não tenho nenhuma pretensão, nem de escrita nem de ideias. Apenas aprender.
Anónimo a 26 de Maio de 2009 às 00:55

Dona («Desconhecida»):
Agradeço a sua visita ao meu blogue (vejo que se trata de uma mulher) e também as palavras favoráveis, ou elogiosas, que me dedicou, comungando até com as minhas ideias, pelo menos em parte, sobretudo em política, e não tem de pedir desculpa por aparecer. Pode vir quando quiser, mas não é preciso escrever tanto...
A palavra «mirtilo» (sem acento) é realmente um fruto silvestre, muito existente no Baixo Alentejo e Algarve, de cor arroxeado-violácea ou quase azul-escura (a propósito de azul, quase aposto que a Dona gosta muito da cor azul...), mas Mírtilo (com acento e letra inicial maiúscula) refere-se ao mitológico filho do deus latino Mercúrio (equivalente do grego Hermes), que é base para uma das hipóteses de explicação da origem do nome de Myrtilis, actual Mértola.
Ainda bem que gosta de poesia. Se vier, há-de encontrá-la por aqui.
Um beijo poético para si (e sonhos de cor azul...).

Mírtilo

Em Primeiro de tudo: Um muito Bom Dia. Continua o sol a brilhar lá no alto. Que o continue a iluminar!

Nem sei se agora é instante de escrita. É que estive a ver vídeos da Guerra e da Fome. Não deveria ter visto. Fiquei... chorei e ainda trago agarrado a mim dessas visões de há instantes... a marca da dor.

Lembrei até de escrever algo e escrevi nos meus espaços ocultos ao olhar de terceiros.Começava por: Olhai, humanos! Não é ficção..... e... ao ver aquilo, fiquei com a sensação que todo aquele que dispara a arma como a que recebe o seu projectil no peito, assim como, aquele que a fome devora, SÃO Peças utilizadas por PODERES estranhos macabros e invisíveis (pelo menos aos olhos meus).

Interroguei-me. É muito doloroso o que se está a passar no mundo. É loucura total olhar os humanos a destruir-se uns aos outros a MANDO dessa meia dúzia mais ou menos desconhecida. Esses, sim! Deviam ser destruídos.

OU

Serão eles ou nós! (disto eu não tenho dúvidas)

Desculpe, mas não devia ter visto o que vi. Daqui a pouco começo a apagar. Queria tanto ter respondido de um outro modo às suas respostas. Penso serem das mais bonitas que recebi, por aqui. Li-as ontem e.... fiquei em paz e feliz.

Hoje as coisas correram de outro modo. Mas, como este seu lago é também um local onde se fala da vida, do eu, da politica dos homens e de Mértola, claro, talvez não seja de todo despropositado expressar o meu sentir de momento.


Pois é Mírtilo. Ainda bem que tropecei aqui em Mértola. Já comecei a aprender coisas novas.

Não sabia que o mirtilo existia muito, como diz, no Algarve e Baixo Alentejo. Gostei de saber. Mas sabe que eu não sei porque é que sei o que é um mirtilo, mas sei! (que coisa!!!!)

E sei que gosto! Já provei mirtilo, tenho a certeza. Até sabia que eram mais ou menos roxos.

Agora ri-me. ahahah não estou a falar do Mírtilo! É mesmo dos mirtilos.

Mas eu tenho que pensar nisto melhor. Como conheço eu este fruto e onde comi. A sério que não me lembro. Nem de os ver plantados. Isto há coisas. Será que eu já vivi na outra vida aí pelo Alentejo?! Pode ser...


Bem. Gostei da pequena Aula de História. E, aqui, desconhecia completamente, tudo. Só conhecia mesmo o Mercúrio. Que é um menino simpático na sua figura. Obrigada

Eu não consigo escrever pouco. Tenho sempre que dizer tudo o que sinto. E, nunca consigo dizer nem um terço. Mas vou tentar. Também o Mírtilo não tem que ler. Ai, Desculpe. Mas é verdade! Não sei escrever pouco.

Essa dos sonhos cor de azul.... é bonitaaaa nunca tinha ouvisto. Mas ainda bem que assim é, porque de sonhos e de cor rosa juro que estou fartinhaaaaaaaaa


Seja quem for o Mírtilo (não o volto a chamar de senhor) mas a intenção era mesmo a que diz. Gosto dos cavaleiros da Idade Média e.... senhor... representa para mim, como eu o digo e sinto, algo muito bonito


mas.... eu não o trato mais desse modo


Posso até lhe parecer uma pessoa estranha. Apareço aqui. Falo tão "familiarmente". É verdade. Não o conheço e aqui estou, eu. Bem, eu escrevo pouco nos locais, neste momento, até nada. Mas.... o que fizer fá-lo-ei plenamente como sou.

E Mértola pareceu-me um bom sítio para o fazer.

Mas se por acaso eu vier a ser inconveniente (dou a minha palavra que tudo farei para o não ser) só peço que mo diga delicadamente (parece uma pessoa delicada) e eu sorrindo, compreendendo e aceitando, afasto-me de Mértola. Afinal é bem verdade que este é o seu Lago e não o meu (que nem tenho)

mas gostei das suas águas

fazer o quê?! (não, não sou doida!) mas quase que um dia vou ficar com isto tudo.


Um Lindo Dia Para o Mírtilo e.... OBRIGADA POR ACEITAR AQUI A MINHA PRESENÇA

Dona a 27 de Maio de 2009 às 10:35

Dona:
Está a ficar ou a andar muito bem disposta e neste último comentário, a que estou a responder, mais se nota isso, parece quase menina com brinquedo novo desde que começou a visitar este meu blogue, ou menina a fazer segredo com algo aqui no blogue. Oxalá continue assim, para seu bem. Vê-se que gosta de História ... Eu também gosto e já em tempos falei muito sobre História com uma pessoa, de que ainda me recordo, que publicava fotos históricas na Net que, diga-se a verdade, era muito faladora, isto é, escrevia muito, e um pouco complicada a exprimir-se ..., mas há pessoas assim, e penso que essa pessoa não vai mudar...
Quanto a ter-lhe desejado sonhos azuis, ao que achou graça, bem, isso tinha uma significação escusa, tal como ao ter usado outras vezes a palavra azul, uma delas ao exprimir parecer-me que a Dona gostaria da cor azul.
Apareça sempre que quiser e de novo a aconselho, e não me leve a mal, a que não escreva comentários, ou mensagens, tão extensos, porque podem deixá-la cansada ou deixar confuso o seu «ente», ficando também mais complicado responder-lhe, sobretudo porque a pontuação pela Dona utilizada torna por vezes uma ou outra frase ou expressão de dúbia interpretação. Afora isso, visite este blogue sempre que quiser.
Os meus desejos de que tudo em si e para si corra bem e que ... Mercúrio lhe leve boas mensagens (talvez não saiba, ainda, que uma das funções de Mercúrio era ser mensageiro dos deuses, e para isso tinha asas nas mãos e nos pés).
Um amistoso beijo para si.

Mírtilo

sorri, sorri e sorri; e continuo a sorrir.

Adorei

GostoDisto

(dona)
Dona a 28 de Maio de 2009 às 12:41

Bom Dia, senhor. Desculpe o ilustre titulo que lhe dou, mas creia, que depois de ler Mértola, eu e a vida , sinto-o mesmo como um elegante senhor. Gostaria de assim o continuar a tratar.


Ainda sem a sua autorização para aqui estar, já resolvi falar mais um pouco. É sobre ELEIÇÕES.

Concordo totalmente com o que afirma sobre elas, as ditas, tão importantes para as vidas de todos nós os portugueses, neste caso, em particular. Nem é uma questão de concordar ou não com o Mírtilo . E sim de constatar e afirmar que tudo quanto escreve é verdade.

Mas, eu creio ou quereria crer, que todos os Portugueses já sabem esta terrível verdade que acaba de expor. Mas... dizem para aí... nos cantos e recantos do nosso pequeno território que ELES os ditos cujos políticos, nos vão continuar a ENGANAR porque os Portugueses irão continuar a votar na MENTIRA descarada de "senhores" que pretendem unicamente ter uma vida de LUXO (e contra isso nada!) - desde que não fosse às nossas custas! Desde que, não fosse através das MENTIRAS Promessas que vão fazendo nas eleições, unicamente no intuito de terem um lugar à sombra (ou será ao sol, aqui?!) - boa altura para eleições. Com as férias aí à porta, vão-se dar bem. ... maaaais uma vezzzzz. Por mim, atirava-os a todos para o Pólo Norte, para ver se refrescavam as IDEIAS ou então se mergulhavam de vez e não voltavam à tona! Não aguento mais as mentiras deles!

Por essa razão:

- COMIGO NÃO CONTAM MAIS PARA VIVEREM À MINHA CONTA. NÃO GOSTO QUE ME ENGANEM! NÃO GOSTO DE SER ENGANADA! E; NÃO GOSTO DE PARASITAS!


Pois é, senhor Mírtilo. Espero a sua compreensão para este meu descaramento. Mas às vezes começo a falar e não me calo. Gostei da suavidade deste lago, que consegue falar do "mal" de um modo tão simples, esclarecedor e quase amoroso.

Continuando com as ELEIÇÕES a que se refere.


Pois é. Uma das coisas que eu nunca entendi, verdadeiramente, foi e é o facto mais do que comprovado e confirmado de que os políticos nas CAMPANHAS ELEITORAIS, nos ENGANAM! E, ENGANAM conscientes de que nos estão a enganar. Pretendem os nossos VOTOS. Pretendem VIVER à Nossa Custa.


O que eu não entendo é porque não são de imediato postos na rua, os que acabaram de ganhar com Base Nas mentiras que nos PREGARAM deviam ser de imediato, todos os portugueses, a dizerem-lhes RUA! JÁ! Para não nos fazerem a todos de parvos, ignorantes e inúteis.

- E se ELES não quisessem sair do POLEIRO a gente ia Todos a Lisboa mete-los lá fora!

Iam pobres, iam ricos
Iam todos os "fanicos"
Em peregrinação ou camião
Para não perder o PÃO
Ia tudo em comunhão
Obriga-los já não a Cumprir e sim a

SAIR!


E.... confunde-me que os portugueses não tomem essa atitude ao verificarem que foram miseravelmente enganados.


Onde está o Nosso Orgulho?!
Onde está o Nosso Brio?!
Onde estamos Nós?!

Os PORTUGUESES?!

Não entendo porque isto nunca foi feito. Compactuamos com aqueles que nos MENTEM propositadamente?! Por acaso somos gente?! Desculpe, Mírtilo. DETESTO política e políticos, exactamente porque estou perfeitamente convencida, que eles não fazem ELEIÇÕES por amor à camisola. Isto é: Por AMOR A PORTUGAL. Eles fazem ELEIÇÕES porque querem :


VIVER SEM TRABALHAR! E, VIVER À CUSTA DO ESFORÇO DE TANTO SER HUMANO. Por isso os detesto. Por isso os considero PARASITAS desta Civilização . E escusam de me vir atirar para os olhos a DEMOCRACIA. Porque.... sei bem o que é e NELA NÃO ACREDITO! - É feita por homens e os homens cada vez estão mais imperfeitos. etc , etc , etc ....


Bem senhor se não achar muito exagerado o meu raciocínio, obrigada. Se achar, obrigada na mesma. A sério que não gosto de política, mas o seu tema e o que expões, despertou.


Prometo olhar a sua Poesia. Mas gosto mais daquelas que retratam a alma. Se o senhor Mírtilo . tiver por aí alguma, agradeço poder ter oportunidade de vir a ler.


Um Bom Dia Para Si e os meus gentis Parabéns pelo seu Lago.

Dona

(ainda me prendem!)
Dona a 26 de Maio de 2009 às 11:13

Dona:
Em vez de me tratar por «Senhor», que parece fino, quase «azul», de nobreza, pode tratar-me simplesmente por Mírtilo.
Quanto às eleições, elas têm de existir enquanto não se descobrir método melhor. Quanto aos eleitos, têm de fazer e deviam fazer o seu trabalho com seriedade, com justiça e sem esbanjarem o erário público e sempre protegendo os mais desfavorecidos e desenvolvendo os locais que mais necessitam, claro que de harmonia com normas legais, económicas, sociais, ecológicas, etc. E não é preciso ser-se tão condenavelmente extremista como a Dona foi em relação aos eleitos, embora eles em geral sejam realmente maus e merecessem condenação...
Quanto à minha poesia, hão-de aparecer por aqui também poemas, como sugeriu, de amor, talvez misturados com desilusão e desespero..., que a deixarão «azul»...
Um amistoso beijo.

Mírtilo
Mírtilo MR a 26 de Maio de 2009 às 15:28

Olá amigo Mirtilo! Vim retribuir a visita e descobrir um dos seus sonetos.
Gostei muito e, embora estando sem tempo (bem, eu não estou exactamente "sem tempo"... o meu corpo é que deixou de funcionar à velocidade habitual e a cabecita foi atrás*...) confesso que deitei uma espreitadela aos seus comments. Foi uma espreitadela rápida, mas suficiente para me fazer rir um pouco. Tem, indubitavelmente, uma admiradora incondicional! É engraçado... Mirtilo em árabe não se escreve Al Ka Goita?
Não leve a mal estes meus disparates. Normalmente engano-me redondamente nestas coisas. Não sou uma linguísta.
Um abraço grande!



*Já não era grande coisa antes...
poetaporkedeusker a 3 de Junho de 2009 às 15:42

Olá, amiga Maria João, agradecido estou pela visita ao meu humílimo e ainda jovem blogue, pouco vistoso, diga-se, mas eu pouco jeito tenho para vistosidades ou técnicas de atraência ou de decoração, além de que sou um novato e «imberbe» bloguista (desculpe algum meu termo ou expressão algo inusitados, mas a verdade é que gosto das palavras e de as mover de uma forma que considero algo ... clássica ...); agradecido também por me adicionar como amigo, tendo eu, esperando que concorde, feito o mesmo relativamente a si, como seria, digamos, esperável.
Diz-me que se riu um pouco ao ler os comentários ao meu blogue, parece que sobretudo por andar por aqui, como diz, «uma admiradora incondicional», e fiquei de imediato a pensar que o riso seu se deveu a que a «admiradora», além de aparentemente intensa, escreve algo pior do que eu desejaria, para o que lhe chamei, uma ou outra vez, delicadamente, a atenção.
Quanto ao rir, faz bem, pois o rir, ou talvez melhor, em geral, o sorrir, é sadio, como é sobejamente sabido, e é um aliviar de tensões, é emanação de alegria que se espraia por corpo e espírito ...
Quanto a «Al Ka Goita», que, em tentativa sua de humor, pergunta se não é como se escreve «Mírtilo» em árabe, é claro que, aceitando o seu humor sem o mínimo problema ou melindre, direi, para o caso de não saber, que «alcagoita» é um provincianismo algarvio e também, por extensão, baixo-alentejano para designar popularmente o amendoim.
E a propósito de amendoim, porque vejo que necessita ou ensaia conseguir rir ou sorrir, conto-lhe uma anedota, penso que pouco conhecida, do nosso (pelo menos pelos belos sonetos) famigerado Bocage:
Cansado de nada fazer profissionalmente e de lhe chamarem preguiçoso, Bocage resolve montar um negócio. Vai para a porta da igreja e quando, no fim das orações, o padre diz «Amen» o Bocage acrescenta «doim», de tabuleiro de amendoim nas mãos.
Um beijo amistoso.

Mírtilo

:) Obrigada, amigo. Não conhecia essa anedota do nosso grande vate. Conheço outras, mas prefiro guardá-las para mim.
É evidente que o confundi com outra pessoa. Está constantemente a acontecer... até na vida real, o que é, no mínimo, embaraçoso.
Confesso que recuperar um sorriso "sentido" e saudável foi como ser servida de ambrosia, no Olimpo, pelo próprio Zeus. Não me leve a mal se eu, de quando em vez, parecer demasiado brincalhona.
Um abraço.



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