Todos temos um lugar, uma personalidade e um viver no caminho para a morte.
Domingo, 07 de Junho de 2009

 

    

     Hoje, 7 de Junho, há eleições, ditas Europeias, para o Parlamento Europeu, isto é, para eleger, de entre os partidos políticos, os representantes de Portugal no Parlamento Europeu. E é certo e sabido, infelizmente, não só porque as sondagens ou previsões para isso apontam e porque assim costuma ser, que o abstencionismo vai ser muito elevado, talvez o mais elevado de sempre.

     Uma grande parte do povo, para não dizer a maior parte, e talvez não fosse exagero, desconhece a utilidade prática destas eleições para o País, quase nem sabendo o que é o Parlamento Europeu. Além disso, tem  nascido no cidadão comum, em geral, grande despeito e descrédito nos políticos, devido à má acção política da maior parte deles. Para pior,  esta campanha eleitoral nada ou muito pouco esclareceu os eleitores acerca destas eleições e dos seus objectivos, tendo os candidatos, em geral, andado País fora com as respectivas comitivas, durante duas semanas, a atacar-se verbalmente e como se de eleições para a Assembleia da República se tratasse, a esbanjar dinheiros e dinheiros que o Erário Público pagará. Tudo isto junto faz que uma grande parte do povo se alheie destas eleições.

     Hoje, domingo de manhã, a propósito destas eleições e relacionado com o que acabo de escrever, senti um soneto algo a agitar-se dentro de mim, que tentei pôr cá fora, no papel.

 

 

 

                                     Dia de eleições

 

 

Hoje é domingo e é dia de eleições,

para o Parlamento Europeu se vota,

muito é o desinteresse que se nota

e a que apontam sondagens, previsões;

 

e a altíssima taxa de abstenções,

que o despeito aos políticos denota,

qual triste fado ou malfadada rota,

por duas alternadas governações,

 

é devida à popular incultura

e ao maldizer, com enorme aparato,

que pela campanha eleitoral perdura,

 

querendo ganhar em verbal desacato,

sem esclarecer mente culta ou obscura

— mais que o da bola, um feio campeonato.

 

 

 

 

(Poema meu.)

 

 

 

 

                                                                                                                                              

 

                                                                                                             Mírtilo

 

    

publicado por Mírtilo MR às 18:34


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