Todos temos um lugar, uma personalidade e um viver no caminho para a morte.
Sexta-feira, 03 de Julho de 2009

 

                                                  http://miuikablogspotcom.blogspot.com/2009/03/o-palacio-de-sbento-com-o-seu-auditorio.html

 

     A Assembleia da República é o órgão legislativo, por excelência, do País, onde, além das leis em geral, se discute e aprova o tão necessário Orçamento do Estado, para o funcionamento do País, e é representativa de todos os Portugueses.

     Haverá talvez quase uns vinte anos que a Assembleia da República passou a exigir no seu Hemiciclo, quando necessário, ou em datas estipuladas, a presença de membros do Governo para este responder a certas questões que se prendem com as leis ou com aspectos da governação, o que muitas vezes suscita gritantes e inflamados debates.

     A Assembleia tem acima dela, na hierarquia do Estado, o Presidente da República, que  poderá dissolvê-la em determinadas circunstâncias.

     A Assembleia tem de ser, sem qualquer dúvida, um órgão respeitável e democrático, mas os Portugueses, devido a cenas menos dignas que se foram habituando a ver em transmissões televisivas e também por relatos da imprensa em geral, foram ao longo dos anos, sobretudo mais recentemente, criando da Assembleia da República uma imagem algo ou muito negativa, não só por as decisões nela aprovadas não serem por vezes as melhores para o País em geral, sobretudo para as classes mais desfavorecidas, como também por cenas de comportamento menos dignas por parte de alguns deputados, ou de membros do Governo, tendo culminado agora com a cena talvez pior, mais reprovável, a que se assistiu, por parte de um membro do Governo, o que, mais uma vez, espalhou pelo País nova acha à reprovadora impressão que os Portugueses têm da Assembleia da República.

      

 

                

     

     Mais ou menos a propósito ou  a jogar com o caso de agora transcreve-se um soneto feito há já uns anos.                               

 

 

 

                       

                            Assembleia da República

 

 

 

Na Assembleia da República, os deputados

não podem, em geral, votar em liberdade

— disciplina do partido, egoísta verdade,

conserva-os como em unido feixe atados.

 

 

E se tal transgredirem, serão castigados.

Com maioria absoluta há possibilidade

de um partido impor sua egoísta vontade,

que os mais só poderão calar-se ou ficar irados.

 

 

Sem tal maioria há debate mais democrático

e legialação melhor para aprovar.

Mas na Assembleia sempre haverá discurso enfático,

 

 

a voz simples e a voz que quase não vai falar

e voz agressiva e gesto de insulto prático,

deputados com sono e outros a faltar.

 

 

 

 

(Poema meu.)

 

 

 

 

 

                                                                                  Mírtilo

 

 

 

 

 


Amigo Mrtilo
´
Sempre atento às últimas notícias.
Pois é amigo, tornou-se coisa banal a falta de respeito, pelos vistos está instituída. Sempre o Continente aprende alguma coisita com a região autónoma da Madeira... ou será para não lhe ficar atrás?

Boa semana amigo
beijinho
natalia
rosafogo a 5 de Julho de 2009 às 16:08

Amiga Natália:

Agradecido estou por esta sua visitinha ao meu blogue e pelas suas também atentas palavras deixadas aqui, em «Assembleia da República».
Igualmente boa semana para si e dê-nos mais dos seus belamente sensíveis e intimistas poemas, ainda que salpicados ou embebidos da sua tão atraente melancolia, que, mesmo estremecendo-a de tristeza, a faz tão elevada poetisa.
Um beijinho.

Mírtilo

Meu querido amigo

Será possível que eu mereça tudo o que diz de mim e dos meus poemas?
Mas tão simples que são, como podem ter tanta beleza? Não será tão sómente a sua grande sensibilidade e bondade perante a poesia?
Digo-lhe honestamente, as suas palavras é que me estremecem e como tenho medo de o desiludir, porque sou uma pessoa muito simples, que apenas se atreve a escrever o que sente nalguns momentos da vida, mais em jeito de desabafo ou simplesmente também por amar a poesia.
Obrigado, pelo elogio, que eu não esperava, estou emocionada.

Fique bem, boa semana
beijinho de amizade
natalia

Olá, Natália:

Que os deuses a protejam, falando um pouco mitologicamente, e lhe insuflem um ar de felicidade, que, no entanto, não a impeça de continuar a semear, com esperança de a satisfazerem, seus profundos e sensibilizantes poemas, aos crepúsculos de apelo à meditação e ao imaginário devaneio ou pelas suas noites de navegação poética, qual caravela tentando encontrar porto, pequeno que seja, onde você respire e sinta esperança e alegria de viver.
Está incrédula sobre se os seus poemas são ou não bons e sobre os elogios que a eles tenho tecido. Eu não tenho lido todos os seus poemas, claro, mas os que leio acho-os muito bons, de uma sensibilidade e imaginação, sobretudo a primeira, que se exprimem facilmente e com realismo. Tem de acreditar em si, sem fantasia, claro, porque a sua poesia é verdadeira, ainda que lhe faça, com certeza muitas vezes, doer a alma, senti-la voar ou navegar em sombrio, às vezes tenebroso, mar de tempo, com esperança em rejuvenescedora aurora.
Eu só lamento um pouco, mas tenho de o dizer, e não leve a mal, pois bem longe de mim querer atribuir-lhe algum mal, só lamento um pouco, dizia, que, e isto acontece com tanta gente, não haja um pouco mais de arranjo no aspecto formal dos poemas, isto é, numa ou outra palavra mal escrita, que escapa, e na pontuação, sobretudo vírgulas, o que não impede, já se sabe, de, no geral, se compreender a escrita (digo escrita porque isto acontece também em prosa e com muita gente).
Há o factor pressa, para muita gente, mas, quando se escreve algo (ou até, generalizando, quando se executa algo), deve sempre, no fim, conferir-se o que se escreveu (ou fez), tentando ver alguma correcção a fazer.
Bem, Natália, espero que não leve a mal o que aqui disse, nem que se sinta menos do que antes. Sabe, é ou pode ser por vezes aborrecido tentar que alguém algo melhore ... Posso dizer-lhe, para a tranquilizar, que tenho visto, pelos blogues, e não só, muita gente, muita, escrever mesmo muito mal, de tal modo que, comparada com essas pessoas, a Natália escreve na perfeição.
Eu falo na questão da escrita o mais correcta possível, inclusive a pontuação, porque isso fez parte da minha vida, da minha actividade.
Para finalizar, torno a dizer-lhe que os seus poemas são do melhor que tenho visto aí pelos blogues: são espontâneos, sensibilizantes, de estilo simples, muito compreensíveis, trazem para fora a sua alma, cativam ...
E pronto, já disse muita coisa ...

Um beijinho para si.
Mírtilo

É bem verdade tudo o que aqui menciona acerca da escrita que por aí se lê, às vezes ponho-me a duvidar, se sou eu, ou eles que estão correctos, porque a minha escola já é de outros tempos, não se davam erros, nem pensar, mas admito ter alguma dificuldade na pontuação. Vou inscrever-me em Setembro, na universidade sénior aqui na cidade onde habito, para ver se aprendo mais um pouco.
Estou grata por todas as palavras , que escreve acerca da minha poesia e também de mim, fico mais corajosa.

Um beijinho e boa saúde
natalia
rosafogo a 8 de Julho de 2009 às 20:05


Realmente foi uma cena deveres reprovável e degradante.
Quem ocupa cargos com esta responsabilidade em que permanentemente são filmados e fotogravados deveria ter etenção , para não apresentar ao páís cenas destas.

Lamentável realmente.

O soneto francamente bom.

Uma boa semana

beijito

Obrigada pela visita
gota de vidro a 6 de Julho de 2009 às 14:51

«Gota de Vidro»:

Obrigado pela sua visita aqui, em retribuição da minha ao seu blogue, e por ter gostado do soneto aqui postado.
Boa semana para si, que os deuses, falando um pouco mitologicamente, a protejam de tudo e a façam feliz.

Um amistoso beijinho para si.
Mírtilo
Mírtilo MR a 6 de Julho de 2009 às 22:20

Pode-se chamar o post pedagógico!:) Gostei.
De tudo. Mas não se inspire na foto do PInho para fazer um poema. SEnão ainda sai algo que não se pode publicar!:)
Lúcia a 8 de Julho de 2009 às 14:36

Lúcia:

Não, não me inspirei na foto de Manuel Pinho para fazer o soneto. Já estava feito antes da bronca do ministro, mas estava mesmo a propósito para ser aqui inserido.
Agradeço a sua visita ao meu blogue, em retribuição da que lhe fiz.
Um beijinho.
Mírtilo

Em retribuição, nada que o seu blogue merece visista por si só!
O tempo é que tem sido curto para deixar comentários. No seu e noutros!
E se ainda não coloquei um link na minha barra para aqui é por manifesto descuido, Mirtilo! Atlamente recomendábvel este seu Cantinho.
Lúcia a 8 de Julho de 2009 às 19:38



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