Todos temos um lugar, uma personalidade e um viver no caminho para a morte.
Quarta-feira, 06 de Maio de 2009

 

                                                        Actual MÉRTOLA, antiga MYRTILIS

 

 

 

   Mértola, vila do Baixo Alentejo, foi cidade muito importante e muito disputada durante as ocupações romana e árabe.  Era, pode dizer-se, o último porto do Mediterrâneo, naqueles tão recuados tempos, apesar de situada à beira do rio Guadiana a várias dezenas de quilómetros da sua foz.

   Foi a Myrtilis dos Romanos e a Mirtolah dos Árabes.

   Histórica e  monumentalmente  foi-se afundando, soterrando,  e foram também levados para fora bocados ou peças testemunhais do seu profundo passado.

   Mértola, já  na nossa época,  passou por um muito longo período de empobrecimento  a todos os  níveis,  e  alguns monumentos foram sofrendo deterioração, sobretudo o seu sobranceiro Castelo, que chegou a sofrer de avultada ruína.

   Depois de 25 de Abril de 1974, com a abertura de Portugal a si próprio e ao mundo, mais concretamente a partir da década de oitenta, a Câmara Municipal foi adquirindo técnicos e equipamentos e criando serviços apropriados que se foram encarregando de não só reparar as deteriorações ou arruinamentos existentes como também de pôr a descoberto, até aos dias de hoje, muita da riqueza histórica soterrada, numa altamente meritória e  incansável obra de levantamento arqueológico — de tal modo que nos dias de hoje Mértola é conhecida por Vila-Museu, valendo bem a pena uma visita a Mértola, sobretudo por parte de quem se interessa pela História ou pelo passado das nossas terras e do nosso povo.

   Voltarei a falar muitas mais vezes sobre Mértola. Agora, para completar ou esclarecer um pouco paisagisticamente a fotografia desta vila acima, vila que é, diga-se, linda e original, muito pictórica, descrevê-la-ei, a seguir, através de um soneto meu feito há muitos anos, que tem um nome muito elucidativo no sentido que aqui se propõe.

 

 

                                         Postal clássico

                                             de Mértola

                                        

                              

                       No alto planalto do cerro, o Castelo,

                       (apesar da ruína, altaneiro e belo);

                       pouco abaixo, a bem branca Igreja Matriz,

                       (mesquita antes da fundação do País);

 

                       muito a descer pelas encostas sul e nascente,

                       a vila antiga, branca tão expressivamente,

                       (que cidade forte foi na Antiguidade),

                       até a travar e proteger, na verdade,

 

                       a antiquíssima muralha circundante;

                       abaixo, o calmo Guadiana, deslizante,

                       (por muitos povos antigos tão navegado);

 

                       (o pendor poente é deserto e alcantilado);

                       para norte, extramuros, mais suavemente,

                       a vila expandida e a ponte, necessariamente.     

 

 

                        (Poema meu.)                              

 

 

                                                                                                                Mírtilo

                                                               

 

 

 

 

 

 


Terça-feira, 28 de Abril de 2009

 

  

     Há sempre um lugar onde se viveu ou onde se vive, de que poderemos gostar ou não, que nos marcou ou marca de alguma maneira, boa ou má, há uma personalidade que adquirimos, de forma mais ou menos normal e voluntária ou forçada por geneticidade ou factores exógenos a nós, e há o nosso viver, de uma forma algo ou muito escolhida ou de forma quase involuntária, quase fatal, até que, em qualquer dos casos, se percorra o bom ou mau caminho até ao fechar dos olhos para sempre, pela morte. E foi nesta trilogia — lugar, personalidadeviver — que fundamentei o nome do meu blogue (tem de se ir admitindo este aportuguesamento, blogue, que me perdoem os puristas da língua portuguesa, que também eu o sou em razoável medida) e também enunciei a frase que lhe serve de descrição.

     Sou um novato a abrir um blogue, tenho-me limitado, e não é de há muito tempo, a comentar em blogues de outras pessoas, ou em fotos, sobretudo posts  de conteúdo poético (cá está posts, que, por ser palavra estrangeira, deve, segundo as normas, ser grafada em itálico, como está, mas para a vernaculidade da nossa língua isto vai de mal a pior com a informática, e a solução seria ou o itálico ou o aportuguesamento, que teria de ser «postes» ou «postagens»), e mesmo assim tenho comentado sem grande frequência, procurando, no entanto, nos meus comentários ser algo analista e construtivo e procurando frisar o lado bom desses posts, por vezes até,  se o post a isso se presta, pondo no meu comentário uma pitada de humor.

     Ainda não sei bem como ficará a apresentação gráfica e de cor do meu blogue, mas espero que, se alguém me visitar, não estranhe ou não lamente o que nesse aspecto daqui possa  sair. Apesar de, em geral,  eu  tentar  preferentemente  ser autodidacta, aceitarei de bom grado que alguém me ensine  algo.

      Este meu blogue, o único que por agora tenho, tal como o nome indica, andará por conteúdos sobre  Mértola, vila do Baixo Alentejo, actualmente de grande importância arqueológica, conteúdos sobre mim e relacionados com (as) outras pessoas ou a sociedade e conteúdos sobre a vida, ou o mundo, e irá postar muito conteúdos poéticos, devido à minha natureza ou tendência poética, sobretudo poemas meus.

     E a apresentação deste blogue fica por aqui. Antecipadamente o meu «Obrigado!» a quem me visitar.

  

 

                                                                         Mírtilo         

publicado por Mírtilo MR às 15:41


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